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Psicologia em apoio à profissionais da IMPRENSA, compromisso com a História e Sociedade:

  • Foto do escritor: frentemineiradapsi
    frentemineiradapsi
  • 10 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Em perspectiva Crítica da Psicologia e defesa dos Direitos Humanos, que nos é de responsabilidade, compreendemos que nenhuma forma de violência política ocorre de maneira isolada: ela se enraíza em práticas sociais que buscam controlar a produção de sentido e limitar a capacidade coletiva de compreender a própria realidade. 

Por isso, ao longo da história, ataques à imprensa figuram entre os dispositivos centrais de regimes autoritários, pois controlar a informação pública significa controlar a consciência social. Quando jornalistas são expulsos de espaços públicos, quando transmissões oficiais são interrompidas ou quando o trabalho de mediação da realidade é silenciado pela força, não se trata apenas de agressões individuais, mas de uma tentativa de restringir o campo simbólico que sustenta a vida democrática. Tais ações instauram medo, desinformação e ruptura do diálogo, afetando subjetividades e fragilizando os vínculos sociais que permitem a participação crítica. É nesse marco que denunciamos o episódio ocorrido na Câmara dos Deputados: um sinal grave da escalada de práticas que tensionam a democracia e ameaçam a saúde psíquica e coletiva de toda a sociedade.


A Frente em Defesa da Psicologia manifesta sua solidariedade e profundo apoio às e aos jornalistas e demais profissionais da imprensa que, na tarde de ontem, foram alvo de agressões, intimidações e retirada forçada do plenário da Câmara dos Deputados durante a cobertura de fatos de evidente interesse público. O episódio, que incluiu a expulsão de profissionais da área, a interrupção abrupta da transmissão oficial e relatos de violência física, representa não apenas um ataque direto ao trabalho jornalístico, mas também uma grave violação dos princípios democráticos que devem reger as instituições públicas do país. Em um Estado Democrático de Direito, a informação não pode ser tratada como ameaça, e a imprensa não pode ser silenciada justamente no espaço onde o debate democrático deveria ser preservado com maior rigor.


Como defensoras(es) da saúde mental, dos Direitos Humanos e da construção social baseada no diálogo e na transparência, denunciamos o momento preocupante que atravessamos na política brasileira. A adoção de medidas de censura, repressão e cerceamento da mídia de forma arbitrária e incompatível com práticas democráticas, fragiliza o tecido social e alimenta um ambiente de medo, violência simbólica e desinformação.


Reafirmamos que a liberdade de imprensa é pilar essencial para a garantia da democracia, para a fiscalização do poder e para a saúde coletiva de toda a sociedade. E como classe trabalhadora  que também somos, compreendemos e denunciamos que, é inadmissível que profissionais que exercem sua função com ética e compromisso sejam tratados como inimigas e inimigos do Estado.


Que os acontecimentos sejam apurados com rigor e que se restabeleça, sem ambiguidades, o respeito inegociável à imprensa livre!


Frente em Defesa da Psicologia

Articulação Nacional de Psicólogas(os) / BR

10 de dezembro de 2025



 
 
 

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