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Massacre, projeto de extermínio.

  • Foto do escritor: frentemineiradapsi
    frentemineiradapsi
  • 29 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Uma Psicologia que se manifesta! 


Repudiamos, com profundo pesar e indignação, a chacina ocorrida no Rio de Janeiro, que vitimou diversas famílias e resultou em mais de 100 pessoas mortas (com a perspectiva de que mais corpos sejam encontrados).


Trata-se de mais um episódio da política de violência e morte que recai sistematicamente sobre as pessoas nas favelas brasileiras, especialmente sobre as pessoas pobres e negras, e que revela, mais uma vez, a falência da Segurança Pública, afetando toda a sociedade.

O massacre expõe a face cruel da necropolítica que transforma territórios populares em zonas de guerra e legitima o extermínio como forma de gestão da vida e da segurança pública. É a continuidade de um projeto histórico de extermínio que nega a humanidade, destrói laços comunitários, produz medo e múltiplas formas de violência, justificando-se como resposta às mazelas produzidas pelo próprio Estado.


Do ponto de vista psíquico, o impacto é devastador em suas diversas formas de manifestação: o sofrimento coletivo se instala nas famílias e nos territórios, deixando marcas profundas de luto, trauma e desamparo. Viver sob o risco constante da violência corrói a saúde mental e a possibilidade de construir uma vida com dignidade.

Lembramos que a maior apreensão de armas do país não foi feita em uma comunidade, mas em uma única casa no Condomínio Vivendas da Barra (RJ). A maior apreensão de drogas também não ocorreu em guetos ou favelas, mas em um avião de luxo.


Reafirmamos nosso compromisso com a defesa incondicional da vida, da justiça, da promoção social e dos Direitos Humanos. Manifestamos nossa solidariedade às famílias afetadas por essa ação, aquelas dos territórios atacados, bem como às famílias dos trabalhadores que morreram no exercício de sua profissão. Nos solidarizamos, ainda, com as comunidades que hoje choram seus mortos e com toda a sociedade do Rio de Janeiro, que sofre cotidianamente com a violência.


Sustentamos, também, nosso compromisso ético com a escuta da história e o acolhimento do sofrimento que envolve familiares e amigos de cada pessoa que teve sua vida ceifada, de cada família que perdeu alguém, de cada pessoa que vivenciou esse terrível episódio e carregará para sempre suas marcas.


Não há neutralidade possível diante de um massacre de corpos marcados para a morte e de um desastre político que se espalha pelo território, condena vidas e atravessa o tecido psicossocial de um país inteiro. O trauma, diante disso, jamais será individual.




“Da favela para dentro, tiro, porrada, bomba, invasão, desrespeito, chacina, massacre.” - Raull Santiago  (cidadão nascido no Morro do Alemão)


 
 
 

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